O ESTUPRO COLETIVO E O TEMOR DE DEUS
Escrito por secretaria   
Ter, 21 de Junho de 2016 12:17
O recente e lamentável caso de estupro coletivo (há controvérsias quanto às versões apresentadas pela vítima e por seus agressores) ocorrido no Rio de Janeiro chama a atenção não só pela natureza do fato, mas, também, pelas circunstâncias em que se deu tal absurdo. E mais: tudo isso nos leva a considerar a natureza pecaminosa do homem, desde a Queda. Alguns chegam a dizer que hoje as coisas são piores... Nada disso! Basta lermos as Escrituras Sagradas e encontraremos registros alarmantes das atitudes humanas, como por exemplo o caso de Lameque, registrado em Gênesis 4.23: “E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou”. Quanta violência!
Voltemos ao caso do estupro. A Bíblia registra dois fatos semelhantes a esse ocorrido no Rio de Janeiro: um em Gênesis 19, quando Ló recebe em sua casa dois anjos e outro em Juízes 19, no caso de um levita e sua concubina, quando foram acolhidos por um morador de Gibeá.
Em ambos os casos, homens maus, pervertidos, decidiram cometer abominação contra o Senhor. Sim, porque na Lei, o ato sexual envolvido naqueles episódios, é descrito como “abominação”, pois, seria praticado por homens com homens.
No caso de Ló, o estupro de suas filhas não ocorreu, por providência de Deus, ainda que Ló estivesse disposto a entregá-las àqueles homens, em lugar de seus hóspedes. Contudo, no caso de Juízes 19 ocorreu algo trágico: ao final de uma negociação com os “filhos de Belial”, “vadios da cidade” (Jz 19.22), quando a princípio o homem velho, hospedeiro, estava disposto a entregar-lhes sua filha e a concubina de seu hóspede, esta última sofreu um estupro coletivo, pois aqueles homens “a forçaram e abusaram dela toda a noite até pela manhã...” (Jz 19.25).
As consequências de tal ato não foram menos trágicas: o levita chegando à sua casa, tendo sua concubina morta, “tomou de um cutelo e, pegando a concubina, a despedaçou por seus ossos em doze partes; e as enviou por todos os limites de Israel” (Jz 19.29). A reação de todos que a isso presenciavam foi a seguinte: “Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (Jz 19.30).
O que tudo isso nos ensina hoje? Quando não há o temor de Deus, o povo se corrompe. Seja onde for: em Sodoma e Gomorra, nos dias de Ló ou em Gibeá, nos dias dos juízes, ou, ainda, no Rio de Janeiro ou qualquer outro lugar do mundo.
O homem é o mesmo. O pecado é o mesmo. E o remédio para o pecado e a cura do homem também é o mesmo: nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Não serão medidas sociais, jurídicas ou políticas que erradicarão o pecado da vida do homem, das comunidades humanas.
Diz a Escritura: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).
Ponderai nisso. Considerai e falai!
Com carinho pastoral,
Rev. Claudio Aragão da Guia
 

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